Iphan lança livro sobre o restauro do Palácio Gustavo Capanema e inaugura coleção editorial
- Danielle Fernandes Rodrigues Furlani
- 26 de mar.
- 2 min de leitura
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) lançou, na noite de terça-feira (10), no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, o livro “Restauro – Palácio Gustavo Capanema: O Patrimônio Cultural no Novo PAC”. A obra inaugura a coleção Restauro, voltada a documentar e apresentar ao público as intervenções de preservação do patrimônio cultural brasileiro realizadas pelo Iphan no âmbito do Novo PAC. A publicação contou com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), por meio de Projeto de Cooperação Técnica Internacional.
O livro traz, de forma inédita, um panorama detalhado do processo de restauração do edifício, conduzido pelo Iphan entre 2019 e 2025, com investimento superior a R$ 84 milhões via Novo PAC. Considerada uma das intervenções mais complexas já realizadas pelo Instituto, a obra combinou modernização técnica e preservação das características originais, resultando em mudanças profundas, porém quase imperceptíveis ao público.
A publicação também resgata a trajetória histórica do edifício e sua relevância para a cultura brasileira. Construído entre 1937 e 1945, durante a gestão do ministro Gustavo Capanema, o prédio foi projetado por uma equipe de arquitetos brasileiros coordenada por Lucio Costa, com a participação de Oscar Niemeyer, Affonso Eduardo Reidy, Carlos Leão, Jorge Machado Moreira e Ernâni de Vasconcellos, além da consultoria do arquiteto franco-suíço Le Corbusier. Tombado pelo Iphan em 1948, o Capanema consolidou-se como símbolo da integração entre arquitetura, arte e políticas culturais no Brasil.
Entre os destaques da obra está o capítulo “Trabalhadores do Patrimônio”, que homenageia os profissionais envolvidos no canteiro de obras. A seção reúne fotografias e nomes de parte dos operários que participaram da restauração, reconhecendo sua contribuição para a preservação da memória cultural brasileira.


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