Plano de R$ 1,4 bilhão marca nova fase do FSA e reforça política para o audiovisual
- Maria Luiza de Paiva Cruz
- 17 de abr.
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O Ministério da Cultura (MinC) aprovou o Plano de Ação do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) para 2026, com previsão de cerca de R$ 1,4 bilhão em recursos destinados ao setor. A decisão foi tomada pelo Comitê Gestor do fundo, com base em dados apresentados pela Ancine e em diálogo com representantes do mercado audiovisual.
Do total previsto, aproximadamente R$ 976 milhões serão destinados a ações de investimento direto e R$ 460 milhões a operações de crédito, contemplando diferentes etapas da cadeia produtiva, como cinema, televisão e vídeo sob demanda.
Além do volume de recursos, o plano marca um avanço na reestruturação do FSA, com foco na atualização dos mecanismos de fomento e no enfrentamento de gargalos históricos do setor. Entre os principais pontos estão a retomada de investimentos em núcleos criativos, voltados ao desenvolvimento de projetos, e a busca por maior previsibilidade e eficiência na execução das políticas públicas.
Outro eixo central é a tentativa de reduzir a concentração regional dos investimentos, historicamente direcionados ao eixo Rio-São Paulo. O plano prevê mecanismos de descentralização, incluindo a destinação de parcelas significativas de recursos para regiões como Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
A iniciativa também reforça o papel do Estado na coordenação e monitoramento das políticas do audiovisual, com a adoção de indicadores e metas para avaliar resultados. Nesse sentido, o FSA é reposicionado como instrumento estratégico não apenas de financiamento, mas de organização e desenvolvimento da indústria audiovisual brasileira diante das transformações do mercado digital.


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