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Arte viva: O teatro palco Brasil: Pluralidade estética, movimentos culturais e políticas culturais na democracia brasileira pós-II guerra

  • José Ribamar Mitoso
  • 15 de jan.
  • 2 min de leitura

"Povo ruim é aquele que não ri.”

 

Fala do narrador-personagem ao leitor/Conto "Minha Gente" / Livro "Sagarana / João Guimarães Rosa

 

O Brasil "ama" arte, leitor e leitora. Mas odeia entender o que é isto. Aliás, o planeta está assim. Planeta das subcelebridades midiáticas e de seus idólatras amestrad@s. Fato - um verso bem escrito é vítima de lacração, mas um bocejo televisionado vira júbilo mundial, com direito a comentaristas, hashtags e lágrimas sinceras. Sorria.

 

E é algo inútil enfrentar o marketing alienante de "produtos artísticos" com teoria da arte. O óbvio automático é obtuso. A "arte-ego $/A" está aí. E daí? Deixe. Viver é melhor. Aqui escrevo sobre arte, estética, movimentos culturais e políticas culturais no Brasil entre os séculos XVI e XXI. Estou na democracia pós-II guerra, século XX. 

 

Já escrevi sobre o fato estético em artesania, folclore e festas populares, nesta etapa pós-II guerra. E também sobre o estético na arte. Teatro de arena (1953), cinema novo (1955), concretismo (1956), bossa-nova (1959), samba nacional-popular anticolonial (1959), neoconcretismo (1958). Hoje é o teatro. Arena e CPC da UNE.      

 

O Padre Anchieta criou uma estética teatral internacional-colonial sacra, com a fôrma da tragédia grega e o foco anti-indígena. Fórmula para profanar o sagrado indígena. Século XVI. No século XVII, com poesia barroca internacional-popular anticolonial, Gregório de Matos criou uma estética para profanar o sagrado cristão. 

 

Já no século XIX, em uma perspectiva estética nacional-popular originalíssima, o poeta Augusto dos Anjos fundiu o trágico com o grotesco e criou uma arte poética inclassificável pelos padrões europeus. A perspectiva estética ancestral-popular atravessou a história do país. Em 1961, o CPC/UNE definiu tipos artístico-estéticos.

 

Arte do povo -  criação comunitária. O artista faz coletivamente a arte e não há divisão entre autor e público. A roda de samba. Arte popular — Um grupo "especializado" de “profissionais” cria arte-padrão para o público comprar/consumir. Arte proletária— realista, não-panfletária, sofisticada, desalienante, organizativa. Ui!

 

Simmmmmm, leitor(a). Vero. Deveria ter escrito sobre a diferença entre o teatro de arena (1953) e o teatro do CPC. Eram "brechtianos". Em "Discours sur la poésie dramatique" (1758), o dramaturgo francês Denis Diderot afirmou que não se deve levar à cena personagens, mas "conditions". Brecht aprendeu. Próxima Arte Viva. Sorria.

 



Escritor, Dramaturgo, Professor da Universidade Federal do Amazonas e Doutor em Artes, Movimentos Culturais e Políticas Culturais no Brasil entre os séculos XVI e XXI.        Participou do VIII Colóquio de Culturas Digitais: Literatura Pan-Amazônica e etnomúsica brasileira na CPLP, lançando seu livro “Noturno manauara:_contos amazônicos na desglobalização”.

Rio de Janeiro (RJ), 15/1/2026.

*Toda quinta-feira publica no site EPCC sua Arte Viva

 
 
 

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