Ataques nas instituições educacionais: Os riscos da falta de moderação de conteúdos violentos na web
- Danielle Fernandes Rodrigues Furlani
- 3 de nov. de 2023
- 1 min de leitura
Este ano, ao menos 11 ataques em escolas foram registrados no país. Em 2022, foram registrados 10. De acordo com um estudo realizado por pesquisadores do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral (Gepem), vinculado à Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e à Universidade Estadual Paulista (Unesp), a onda de violência nas escolas começou em 2001, mas se intesificou após o massacre escolar de Realengo, no Rio de Janeiro, em 2011.
O estudo analisou 36 ataques ocorridos em escolas brasileiras nos últimos 22 anos, sendo a maioria em escolas públicas e realizados por autores do sexo masculino, predominantemente brancos. A coordenadora do estudo, Telma Vinha, explica que esses ataques apresentam características recorrentes, destacando a importância de observar os hábitos online dos agressores e suas interações em comunidades digitais que promovem discursos de ódio.
Vinha afirma que desde o massacre de Realengo, 71,8% dos casos apresentam sinais de radicalização online, como buscas na web por instruções para cometer massacres. A pesquisadora destaca o papel dos algoritmos na radicalização dos jovens, pois eles sugerem conteúdos semelhantes aos visualizados, aumentando a exposição a discursos de ódio. Ela também aponta que interações online, como chats de jogos, podem facilitar a proliferação de discursos de ódio e incitação à violência, ressaltando a falta de moderação de conteúdos nas plataformas digitais como um fator que contribui para o aumento dos ataques violentos nas escolas.
Para mais detalhes, veja o conteúdo na íntegra.

Comentários