Ação movida contra a Meta mudará a relação entre jovens e redes sociais, afirma ex-funcionária
- Danielle Fernandes Rodrigues Furlani
- 10 de nov. de 2023
- 2 min de leitura
Em setembro de 2021, o Wall Street Journal publicou os denominados “Arquivos do Facebook”, uma investigação jornalística baseada em documentos internos da empresa de Mark Zuckerberg. Os documentos revelaram que os executivos da empresa de tecnologia estavam cientes dos danos causados pelo Instagram e pelo Facebook entre os jovens, bem como sua responsabilidade na disseminação de conteúdos violentos e notícias falsas. Um mês depois, Frances Haugen, uma engenheira que deixou seu cargo no Facebook, revelou sua identidade como responsável pelo vazamento de 21 mil documentos internos. Ela testemunhou perante o Senado dos EUA, levando a investigações sobre as revelações e resultando em ações judiciais de pais de adolescentes que sofreram transtornos alimentares, mentais ou até mesmo suicídio. A maioria desses pais fizeram parte de uma ação coletiva movida por centenas de indivíduos e diversas instituições de ensino contra várias redes sociais.
Na semana passada, procuradores-gerais de 41 estados processaram a Meta (como a empresa de Zuckerberg é chamada atualmente) por prejudicar crianças com seus produtos e por não denunciar os perigos relacionados. Frances Haugen, que deixou o Facebook e fundou a ONG Beyond the Screen, considera este um momento histórico. Ela afirma que o fato de 41 estados se unirem e exigirem responsabilização de uma empresa é significativo e mostra que eles têm provas sólidas contra a Meta. Haugen destaca que o caso não é apenas sobre o Facebook prejudicar crianças, mas também sobre a empresa mentir sobre isso. Ela afirma que o encobrimento costuma ser pior que o crime.
Nas próximas semanas, será disponibilizada a versão completa do texto da ação, revelando trechos confidenciais até então. Segundo Haugen, a divulgação desses documentos, detalhando a saúde mental das crianças, tem o potencial de mudar profundamente a conversa em torno das redes sociais e seu impacto em crianças e jovens, o que promete trazer novas perspectivas sobre o assunto.
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