Feriado marca os 134 anos da Proclamação da República
- Larissa Gama Louback
- 15 de nov. de 2023
- 2 min de leitura
A Proclamação da República ocorreu em 1889, no dia 15 de novembro.
A Proclamação é resultado de um longo período de crise da monarquia, com uma forte impopularidade que se acentuou após a Guerra do Paraguai, em 1870.
As elites que defendiam a república se aliaram com os militares (também insatisfeitos). Deve-se considerar também a rejeição quanto aos sucessores do trono, Princesa Isabel e Conde d'Eu.
A questão religiosa também estava em pauta, embora em menor grau, marcando o afastamento da Igreja com a monarquia. A Igreja era fundamental no apoio ao regime monárquico.
Sobre a questão militar, fica evidenciado o descolamento do Exército com a monarquia, diante do desgaste da Guerra do Paraguai, momento em que o Exército saiu fortalecido e passou a demandar melhorias na carreira, como salários melhores e mais promoções - todas as exigências foram ignoradas.
Também, o positivismo penetrou a academia militar, e a demanda por um sistema político que poderia ser então considerado mais moderno fica como uma marca registrada, em oposição à monarquia que representava um sistema obsoleto.
Mas vale dizer que, a república defendida pelos militares ainda contava com um Executivo muito forte - autoritário.
Um outro eixo também pode ser colocado: a questão escravocrata. Com a abolição em 1888 (tardia), deu fim ao importante apoio dos escravocratas do Vale do Paraíba.
O movimento republicano, portanto, cresce em 1870, no Rio de Janeiro.
"Em novembro de 1889, a conspiração estava em curso e contava com nomes como Aristides Lobo, Benjamin Constant, Quintino Bocaiuva, Rui Barbosa, Sólon Ribeiro, entre outros. O que faltava para os conspiradores era a adesão do marechal Deodoro da Fonseca, um militar influente e primeiro presidente do Clube Militar.
Em 10 de novembro, os defensores do golpe contra a monarquia se reuniram com Deodoro para convencê-lo a tomar participação no movimento. Nos dias seguintes, os boatos de que uma conspiração estava em curso começaram a ganhar força e, no dia 14, informações falsas sobre a monarquia começaram a ser anunciadas em público, com o objetivo de arregimentar apoiadores.
O golpe contra a monarquia seguiu no dia 15, quando o marechal Deodoro da Fonseca e tropas foram até o quartel-general localizado no Campo do Santana. Foi exigida a demissão do Visconde de Ouro Preto da presidência do gabinete ministerial. O visconde se demitiu e foi preso por ordem de Deodoro da Fonseca.
Entretanto, o marechal estava à espera de que o imperador fosse organizar um novo gabinete e, por isso, deu vivas a D. Pedro II, e então retornou para seu domicílio. A derrubada do gabinete não colocou fim nos acontecimentos do dia 15, e as negociações políticas seguiram. Republicanos decidiram realizar uma sessão extraordinária na Câmara Municipal do Rio de Janeiro para que ocorresse uma solenidade de Proclamação da República.
A Proclamação da República aconteceu na Câmara, sendo anunciada pelo vereador José do Patrocínio. Houve celebração nas ruas do Rio de Janeiro, com os envolvidos na proclamação puxando vivas à república e cantando A Marselhesa (canção revolucionária propagada durante a Revolução Francesa) nas ruas da capital."
Veja mais sobre "Proclamação da República" em: https://brasilescola.uol.com.br/historiab/proclamacaodarepublica.htm

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