Comunicação é peça-chave e “infraestrutura invisível” das políticas públicas
- socialcarolfiorava
- 11 de jun.
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A comunicação tem papel central na efetividade das políticas públicas, funcionando como uma “infraestrutura invisível” que garante que ações governamentais cheguem, de fato, à população. Essa é a principal reflexão do artigo de Leonardo Liébana, que analisa a implementação do programa Brasil Antenado.
O autor argumenta que não basta a execução técnica ou logística das políticas. No caso do programa, que prevê a instalação de parabólicas digitais em centenas de municípios, foi necessário estruturar uma estratégia de comunicação capaz de alcançar populações com acesso limitado a meios tradicionais.
Para isso, foram utilizadas múltiplas abordagens, como articulação com lideranças locais, uso de rádios comunitárias, redes sociais, carros de som e ações itinerantes. A comunicação foi tratada como uma operação territorial, adaptada às realidades específicas de cada região atendida.
Um dos exemplos destacados ocorreu em Jacareacanga, no Pará, onde grande parte da população é indígena. A tradução de conteúdos para a língua Munduruku aumentou significativamente a adesão ao programa, evidenciando que a compreensão da mensagem é condição essencial para o sucesso da política pública.
A experiência também foi replicada em outras localidades, com produção de materiais em línguas indígenas como Macuxi e Ingarikó. Segundo o autor, adaptar a comunicação às especificidades culturais não é apenas uma questão simbólica, mas estratégica para garantir acesso à informação e efetividade das ações governamentais.
O artigo conclui que políticas públicas só produzem resultados concretos quando a comunicação é pensada como parte estruturante do processo. Mais do que informar, ela precisa dialogar com diferentes realidades, promovendo inclusão e garantindo que os benefícios cheguem a quem realmente precisa.

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