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Conselho de Comunicação do Congresso debate agressões e ameaças à liberdade de imprensa

  • Foto do escritor: Julia Aranha
    Julia Aranha
  • 7 de jul. de 2023
  • 1 min de leitura

Em 2022, houve 376 casos de agressões a jornalistas e veículos de comunicação no Brasil. Foi praticamente um caso por dia. Os dados são de um relatório da Federação Nacional dos Jornalistas, a Fenaj. Mesmo sendo elevados, ainda são ocorrências menores que em 2021, que teve 430 casos registrados -- um recorde desde o início da série histórica feita pela federação. Em 2022 as ameaças, hostilidades ou intimidações diretamente a jornalistas tiveram crescimento em todas as regiões do país.


Em vista disso, o Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional debateu a violência contra profissionais de comunicação durante audiência pública no Senado. Foi identificado um crescente questionamento pela sociedade das instituições estabelecidas, incluindo a imprensa.



Maria José Braga, representando os jornalistas profissionais, lembrou que em 2013, ano em que ocorreram diversas manifestações populares violentas no país, o número de agressões contra jornalistas e veículos de imprensa atingiram o auge. Ela afirmou que o Congresso Nacional, naquela altura, reagiu rapidamente contra essa situação.


Samira de Castro, da Federação Nacional dos Jornalistas, afirmou que o relatório da Fenaj está cada vez mais detalhado. Para ela, a sociedade como um todo também é vítima quando os meios de comunicação são impedidos de fazer um trabalho equilibrado e objetivo.


Durante a reunião, os conselheiros também incluíram liberdade de imprensa, inteligência artificial e publicidade no rádio e TV entre as próximas prioridades do Conselho. Ao final, aprovaram uma recomendação pedindo a liberdade do jornalista e ativista Julian Assange, um dos criadores do Wikileaks, que se encontra preso no Reino Unido.


 
 
 

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