Emissoras propõem uso de R$ 1,3 bilhão do Gaispi para distribuir kits de TV 3.0 e ampliar inclusão digital no Brasil
- Maria Luiza de Paiva Cruz
- 8 de jan.
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Emissoras de televisão aberta apresentaram ao Ministério das Comunicações uma proposta para destinar R$ 1,3 bilhão de recursos remanescentes do Gaispi/EAF à aquisição e distribuição de kits receptores compatíveis com a TV 3.0, nova geração do sistema de televisão digital brasileiro. A iniciativa, articulada por entidades representativas do setor, tem como objetivo viabilizar a adoção da nova tecnologia por famílias de baixa renda, evitando que a transição tecnológica aprofunde desigualdades de acesso à comunicação.
De acordo com a proposta, os recursos seriam utilizados para a compra de cerca de 1,9 milhão de kits, priorizando beneficiários de programas sociais, como o Bolsa Família. As emissoras argumentam que a medida está alinhada à função social da radiodifusão e aos princípios de universalização do acesso. O texto também destaca que a decisão final sobre a destinação dos recursos cabe ao poder público, especialmente ao Ministério das Comunicações, no âmbito das políticas de inclusão digital e comunicação social. Caso a proposta seja aprovada e os trâmites regulatórios avancem, as emissoras se comprometem a disponibilizar sinais em TV 3.0 em grandes centros urbanos já em 2026, acompanhando o cronograma de implantação do novo sistema, que tem como horizonte eventos de grande audiência, como a Copa do Mundo.
Nesse contexto, a proposta é apresentada não apenas como um investimento tecnológico, mas como uma política pública de caráter social, que busca assegurar que a modernização da televisão aberta no Brasil ocorra de forma inclusiva, garantindo o acesso da população à informação, ao entretenimento e aos serviços digitais associados à TV 3.0.

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