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Especialistas defendem estabilidade regulatória para ampliar investimentos no audiovisual brasileiro

  • Foto do escritor: Maria Luiza de Paiva Cruz
    Maria Luiza de Paiva Cruz
  • 18 de jun.
  • 2 min de leitura

Durante o Rio2C 2026, representantes de instituições públicas, entidades de fomento e agentes do mercado audiovisual destacaram a necessidade de maior previsibilidade, segurança jurídica e estabilidade regulatória para atrair investimentos nacionais e internacionais ao setor. O debate partiu do reconhecimento de que o audiovisual brasileiro possui relevância econômica crescente, movimentando bilhões de reais, gerando empregos e produzindo efeitos positivos em diversos segmentos da economia.


Entre os principais desafios apontados pelos participantes estão a dependência excessiva de recursos públicos, a falta de regularidade nos mecanismos de financiamento e a burocracia associada aos processos de produção e captação de recursos. Segundo os debatedores, investidores buscam ambientes que ofereçam segurança, regras claras e previsibilidade de longo prazo. Nesse contexto, a construção de políticas permanentes e a diversificação das fontes de financiamento foram apresentadas como condições fundamentais para fortalecer a competitividade do audiovisual brasileiro.


Outro tema central da discussão foi a importância das film commissions e das políticas locais de incentivo à produção audiovisual. Representantes da Spcine e da RioFilme defenderam que cidades e estados devem atuar de forma articulada para criar ambientes favoráveis às produções, oferecendo suporte logístico, infraestrutura e mecanismos de atração de investimentos. Além de estimular a produção cultural, essas iniciativas contribuem para o desenvolvimento econômico regional e para a geração de empregos qualificados.


A Agência Nacional do Cinema (Ancine) também destacou estratégias voltadas ao fortalecimento do setor, como a ampliação de acordos de coprodução internacional, o fortalecimento dos Arranjos Regionais e a busca por maior estabilidade regulatória. Paralelamente, representantes do BNDES defenderam que o audiovisual seja tratado como uma indústria estratégica, capaz de acessar diferentes instrumentos de financiamento e de consolidar uma política de Estado voltada ao desenvolvimento de longo prazo.


A discussão evidencia um consenso crescente no setor: para que o Brasil amplie sua participação no mercado audiovisual global, não basta apenas investir na produção de conteúdo. É necessário criar um ambiente institucional estável, com governança eficiente, fontes permanentes de financiamento e políticas públicas capazes de garantir continuidade e confiança aos investidores. Dessa forma, o audiovisual poderá consolidar-se como um dos principais vetores da economia criativa brasileira.


 
 
 

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