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Folha critica pressão de Trump sobre o Brasil e defende resposta diplomática do governo Lula

  • Foto do escritor: Manuela Freitas
    Manuela Freitas
  • 10 de jul. de 2025
  • 1 min de leitura

Em sua coluna, a Folha reage ao anúncio recente do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que ameaçou impor tarifas de 50% sobre exportações brasileiras como forma de pressão. A publicação classifica a manobra como “chantagem rasteira” e destaca que tratar de intimidar o Judiciário brasileiro para influenciar processos — como o caso de Jair Bolsonaro — é um "devaneio autoritário".

A análise especula que, se o objetivo de Trump for favorecer Bolsonaro ou fortalecer Eduardo Bolsonaro nas eleições de 2026, a estratégia deve falhar e ainda pode agravar situações judiciais já complexas no Brasil . Além disso, critica como um erro político, apoiar ou parecer do lado de quem tenta violar a soberania nacional e prejudicar os empregos brasileiros .

O editorial destaca que a carta de Trump está repleta de "mentiras e incoerências" e lembra que o Brasil mantém superávit comercial com os EUA — desmentindo a justificativa oficial da retaliação . Também chama atenção para o histórico de promessas de medidas semelhantes que não foram efetivamente aplicadas, e alerta que, caso fossem, causariam danos também à economia dos Estados Unidos .

A coluna elogia a postura "sóbria" do governo Lula, que respondeu com calma e reforçou a disposição de usar instrumentos legais, como a Lei de Reciprocidade Econômica, apenas em situações extremas. O tom recomendado é manter a diplomacia e utilizar os dados comerciais como argumento: “o tempo trabalha a favor do Brasil”.


 
 
 

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