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Jornalistas que cobrem temas socioambientais enfrentam ataques

  • Foto do escritor: Danielle Fernandes Rodrigues Furlani
    Danielle Fernandes Rodrigues Furlani
  • 3 de jun. de 2024
  • 1 min de leitura

Um relatório recente da UNESCO revela que 70% dos jornalistas que cobrem questões socioambientais sofrem pressões, ataques ou ameaças, e 75% desses profissionais têm a saúde mental afetada por essas agressões. O estudo, divulgado no Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, foi baseado em respostas de 905 jornalistas de 129 países. A África teve a maior participação (43%), seguida pela Ásia e Pacífico (19%), América Latina e Caribe (16%), Europa e América do Norte (14%), e Estados Árabes (8%).


O relatório mostra que 60% dos jornalistas foram atacados online, evidenciando o impacto pessoal das atividades profissionais. Para se proteger, quase metade dos jornalistas pratica a autocensura, cientes de que suas reportagens muitas vezes contrariam os interesses de empregadores e anunciantes.


Um recorte de gênero da pesquisa revelou que, entre as 371 jornalistas mulheres (41% da amostra), 80% enfrentaram ameaças psicológicas ou pressões ao cobrir questões socioambientais. Dessas, 62% relataram ter sofrido mais ataques online do que seus colegas homens. Além disso, 83% das jornalistas mulheres tiveram sua saúde mental afetada, uma porcentagem maior que a média geral, e 42% admitiram praticar autocensura.



 
 
 

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