Mineração em MG: medo e tensão
- Larissa Gama Louback
- 1 de jun. de 2023
- 2 min de leitura
Há risco de rompimento de barragem de mineração em Minas Gerais, a Barragem Sul Superior da Mina Gongo Soco, em Barão de Cocais/MG.
"Em 8 de fevereiro de 2019, a Vale acionou suas sirenes para fazer a retirada forçada de cerca de 500 pessoas de 150 famílias que viviam em quatro comunidades de Barão de Cocais (Região Central), hospedando-as em hotéis. A empresa alegou riscos de rompimento da Barragem Sul Superior da Mina Gongo Soco, no município.
Após a maioria voltar a suas casas, quatro anos depois, os moradores enfrentam o adoecimento provocado pelas adversidades enfrentadas. Eles convivem ainda com o medo de problemas na barragem, considerada atualmente em nível 3 de emergência, quando há risco grave e iminente de rompimento. Para completar, não receberam indenização da mineradora e, diariamente, veem a destruição gradual do município pela mineração."
O temor assombra os moradores do município toda vez que a sirene da Vale é acionada. Ainda, além de toda tensão provocada aos moradores, a cidade vem perdendo turistas devido à ameaça de rompimento e, em contrapartida, a mineração não para de crescer, principalmente a clandestina.
Segundo a sra. Cleonice Gomes, moradora ribeirinha do Rio São João: “A Vale tem que nos indenizar. Acabaram com nossa cidade, que agora é só poeira e caminhão de minério passando o tempo todo. E as nossas casas não têm mais o mesmo valor.”
A violência contra a cidade e os moradores perpassam os aspectos puramente econômicos, são ônus das mais variadas ordens, como sociais, psicológicos, da própria identidade enquanto sociedade, passível de descaracterização a qualquer momento pelo rompimento que promoverá lama por todo o lado.
Distribuição do ônus e monopolização do lucro.

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