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Mídia no Brasil: comunicar também é objetivo dos museus

  • Foto do escritor: Eula D.T.Cabral
    Eula D.T.Cabral
  • há 11 minutos
  • 3 min de leitura

Os brasileiros são consumidores midiáticos e, a cada dia que passa, as pesquisas mostram que a mídia e as novas tecnologias ganham importância na vida de cada cidadão. Entretanto, ao mesmo tempo, observa-se que empresas e líderes tentam manipular as pessoas, apagando fatos históricos e distorcendo a realidade, com desinformação e disseminação de fake news.


No Brasil, com uma mídia que chega em todos os cantos do país, é preciso ter cuidado com os conteúdos repassados nos meios de comunicação. E os museus não podem se omitir com o papel fundamental que têm na difusão e na preservação da história e memória dos povos e nações.


De acordo com a nova definição aprovada na 26ª Conferência Geral do Conselho Internacional de Museus (Icom), realizada de 20 a 28 de agosto de 2022, em Praga, na República Tcheca,



Ao visitar os maiores museus da Itália e compará-los com os que temos no Brasil, foi possível entender o porquê da necessidade de termos pessoas capacitadas em sua direção, organização e labuta diária. Além disso, que as instituições, sejam brasileiras ou estrangeiras, precisam rever suas estratégias para cumprirem o papel, a responsabilidade e o compromisso que têm e devem ter com as pessoas..


1. Acessibilidade

A maioria dos museus não têm rampa e nem elevador para o visitante. Já os que têm, se restringem a oferecê-los ao pessoal que trabalha na instituição, aos idosos e cadeirantes. O foco não está em permitir que os visitantes tenham acesso às dependências. E isso é um grande equívoco. As pessoas que vão ao museu estão em busca de conhecimento. Não podem ser oprimidas por estarem no lugar. Precisam estar bem para ler e entender as histórias e memórias registradas.


2. Museu não é depósito

Ter peças antigas e/ou contemporâneas, preservá-las e divulgá-las ao público são desafios para as instituições museológicas.


Em muitos museus nacionais e internacionais muitas peças não são identificadas. Ninguém sabe o que são, de onde vieram, pra que servem e como impactaram na história. São disponibilizadas, muitas vezes, aleatoriamente.


É preciso colocar placas com textos que identificam e explicam as peças. Esse material precisa ser legível e objetivo, permitindo ao visitante a experiência de olhar para uma peça e entendê-la.


3. Museu necessita de placas de orientação e de sinalização do percurso

Como as pessoas vão ao museu em busca da história, precisam ser direcionadas no percurso da visita.


Placas de orientação e de identificação do percurso são essenciais.


É importante destacar que, quando alguém entra nas salas de exposições do museu, busca-se entender a lógica e sentido do local e do que está sendo exposto. Quando o visitante não sabe qual o percurso a seguir, se sente entediado e perdido em meio a tantas peças e salas.


É preciso rever e deixar as dependências com identificações para que as pessoas entendam o lugar, a história e a memória guardada e, ao mesmo tempo, exposta.



4. Museu deve identificar cada peça e sala

Olhar uma ou várias peças em uma ou várias salas de um museu exige conhecimento.


Para um visitante entrar em um museu e não saber onde está ou o que representa ou significa a sala e suas peças é muito frustrante. Que sala é essa? Que peças estão aqui? Pra quem? De onde vieram? Qual seu significado e impacto na história?


É preciso entender que ninguém vai ao museu por que não tem nada para fazer. O objetivo é resgatar a história e buscar mais conhecimento.


Cada peça, cada canto, cada texto explicativo e/ou informativo são indispensáveis para evitar a desinformação. Além disso, cada funcionário e estagiário precisa conhecer a história de cada peça, o seu papel na história e como isso impacta o dia-a-dia da população. As novas tecnologias e os meios de comunicação ganharam espaço na vida de cada pessoa. Porém, vêm sendo deturpados em prol do lucro mercadológico que investe na desinformação. É hora de os museus ganharem espaço no coração e na mente de cada brasileiro, evitando que a manipulação continue sendo uma realidade de muitos.



Autora: Eula D.T. Cabral  

Doutora e Mestre, com pós-doutorado, em Comunicação Social.  

Dentre suas obras, destacam-se: o livro Concentração da mídia no Brasil: radiodifusão e telecomunicações (2023) - A obra pode ser adquirida a partir do email midianobrasil24@gmail.com - e o projeto de pesquisa  Cultura, Comunicação e Informação na era digital (2025). 

 
 
 

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