top of page

Mídia no Brasil: dos estudos teóricos à prática

Foto do escritor: Eula D.T.Cabral
Eula D.T.Cabral
3 de set.
3 min de leitura

Sair da teoria e ir para a prática é um grande desafio para os pesquisadores. Para resolver esta situação, a primeira semana de setembro de 2026 está sendo marcada por vários encontros nacionais e internacionais que trazem estudos sobre mídia brasileira e internacional que, além da teoria, propõem soluções que precisam ser executadas pela sociedade. Um deles é o 49º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – Intercom.


e China Media Group (CMG), mostrando que o grande diferencial nesses acordos pode estar na troca de inovações tecnológicas e estratégias de conhecer o outro país, tendo a

possibilidade de torná-lo um novo mercado que difunda sua cultura, como é o caso da

China. Para o Brasil, além de ter acesso a tecnologias avançadas, tem a possibilidade de

examinar como o conglomerado chinês consegue chegar em todos os recantos da China

e fazer conteúdos diversificados em vários idiomas, difundindo-os para vários países a

partir de parcerias, como vem sendo feito pela CMG. O dia 2 de setembro foi marcado pela pesquisa Restringindo as mídias sociais: análise comparativa da implementação das regulamentações australiana e brasileira de proteção às crianças e aos adolescentes no ambiente digital, apresentada, na sessão Inteligência Artificial, Desinformação e Tecnologias Emergentes do Intercom Junior, por Letícia T. Cabral. O estudo analisou as similaridades e diferenças entre os processos de

regulamentação do acesso às mídias sociais dos menores de 16 anos no Brasil, através

dos capítulos IV, V e IX da Lei n⁰ 15.211/2025, o ECA Digital, e na Austrália, pelo

Online Safety Amendment (Social Media Minimum Age) Act 202. A partir da investigação sobre a origem da elaboração dos documentos, repercussão perante a imprensa e a sociedade civil e sua efetividade, concluiu-se que: os países tiveram processos divergentes de elaboração de suas regulamentações, resultando em políticas que têm dificuldades de serem postas em prática; as empresas de mídias sociais tiveram maior comprometimento em adaptarem-se às regulamentações australianas, revelando questão geopolítica quanto ao modo como elas optam para adequarem-se ou não às leis dos países em que operam. No dia 3 de setembro de 2026, além das pesquisas científicas apresentadas, são lançados livros e ebooks. Um deles é Epistemologias e Metodologias de Políticas e Estratégias de Comunicação. Resultado de investigações do grupo de pesquisa da Intercom, Políticas e Estratégias de Comunicação, são averiguadas políticas, processos de democratização da comunicação, ações de regulação e de governança sobre indústrias midiáticas, levando em consideração a produção, distribuição, consumo e acesso aos recursos informacionais, comunicacionais e culturais, a partir de relações de poder e contrapoder. Conta com 16 estudos de 31 pesquisadores nacionais e internacionais, oferecendo análises críticas e analíticas, em escritas acadêmicas claras e fundamentadas em investigações científicas que trazem à tona a realidade brasileira diante dos desafios midiáticos e da legislação atual.

Empresa Brasil de Comunicação (EBC): estatal federal de comunicação pública é uma das pesquisas apresentadas no grupo Políticas e Estratégias de Comunicação no dia 4 de setembro de 2026. No trabalho mostra-se que uma empresa estatal pode atuar na comunicação pública se a legislação garantir nos artigos sobre missão, objetivos, finalidades e atuação; mesmo que a legislação das estatais exija transparência das informações e dos dados, a EBC não os disponibiliza, prejudicando o conhecimento sobre suas emissoras, atividades e atuação. Assim, cabe à EBC, como empresa estatal que atua no sistema público de comunicação, ter como alvo a democratização da mídia no Brasil, garantindo a cidadania, a democracia e a soberania do país. Em contrapartida, a sociedade civil precisa ficar alerta para a necessidade da transparência das informações, evitando o mau uso das estatais por grupos políticos que não se preocupam com políticas públicas em prol da população brasileira. E ao governo federal, deve supervisionar e investir em suas estatais em prol de serviços e atividades que ajudem a sociedade a crescer e viver em um país melhor para todo(a)s. É fundamental que todo(a)s continuem estudando e trazendo soluções para a democratização da mídia no Brasil. Algo que é compartilhado em espaços científicos, reunindo toda a sociedade civil que apresenta pesquisas que levam a teoria para a prática.


Autora: Eula D.T. Cabral  

Doutora e Mestre, com pós-doutorado, em Comunicação Social.  

Dentre suas obras, destacam-se: o livro Concentração da mídia no Brasil: radiodifusão e telecomunicações (2023) - A obra pode ser adquirida a partir do email midianobrasil24@gmail.com - e o projeto de pesquisa  Cultura, Comunicação e Informação na era digital (2025). 

 
 
 

Comentários


Não é mais possível comentar esta publicação. Contate o proprietário do site para mais informações.
bottom of page