Mídia no Brasil: hora da escolha democrática
- Eula D.T.Cabral

- há 2 dias
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Em 2026 o Brasil é palco da escolha democrática, a partir do voto depositado na urna eletrônica, de deputados federais e estaduais (ou distrital, no caso do Distrito Federal), senadores (primeira e segunda vagas), governador e vice-governador, além de presidente e vice-presidente da República. Cenário que exige a compreensão do que o Executivo e o Legislativo fazem em prol da população, principalmente quando se trata do direito e da democratização da comunicação, da cultura e da informação.
Neste país que precisa continuar sendo democrático, garantindo o direito à cultura, à comunicação e à informação a todos os seus cidadãos, as emissoras de rádio e televisão, que estão em mais de 80% do território, e a internet, que é conectada em mais de 97% dos celulares, precisam trazer em seus conteúdos programação e materiais que evidenciem a cultura como direito de todos.
Não se pode ignorar que os meios de comunicação vêm alcançando mais poderio com o avanço das novas tecnologias digitais, que atingem a população em vários lugares, tendo acesso aos dados de todas as pessoas e aos setores da vida da população (pessoal, educacional e profissional), conectando pessoas com conteúdos controlados, e sem regulamentação, por empresários e políticos que só visam o lucro e não respeitam a democracia e soberania do país.
O século XXI é desafiador para todos os países, principalmente para o Brasil. Na área midiática verifica-se que os brasileiros continuam consumindo tudo o que vem sendo colocado à sua disposição. Com a popularização da internet e todas as possibilidades que ela proporciona à sociedade, no que tange à cultura, à comunicação e à informação, verifica-se a urgência em sua regulamentação, uma vez que os conteúdos distorcidos e a desinformação vêm ganhando grande espaço e levando à morte de crianças e adolescentes.
É hora de entendermos que o ano de 2026 é uma grande oportunidade para a população brasileira escolher seus representantes políticos e exigir que a pauta desses candidatos seja voltada para os interesses dos brasileiros como o direito e a democratização da cultura, da comunicação e da informação, mostrando a importância de políticas culturais e de comunicação no Brasil.
A mídia no Brasil é controlada por empresários e políticos nacionais e estrangeiros que ignoram a Constituição federal de 1988 e não criam políticas culturais e de comunicação que valorizam a multiculturalidade brasileira, a democracia, a cidadania e a soberania nacional.
Há muito o que fazer e a sociedade civil precisa ficar atenta e não permitir que tempos sombrios retornem ao cenário brasileiro. O Executivo e o Legislativo são responsáveis pela democracia, cidadania e soberania nacional. Logo, precisa ser formado por brasileiros que tenham compromisso com a população e que entendam a realidade do país e a importância da criação de políticas públicas, evidenciando o direito e a democratização da cultura, da comunicação e da informação no século XXI.

Autora: Eula D.T. Cabral
Doutora e Mestre, com pós-doutorado, em Comunicação Social.
Dentre suas obras, destacam-se: o livro Concentração da mídia no Brasil: radiodifusão e telecomunicações (2023) - A obra pode ser adquirida a partir do email midianobrasil24@gmail.com - e o projeto de pesquisa Cultura, Comunicação e Informação na era digital (2025).
Rio de Janeiro (RJ), 25/2/2026.
*Mídia no Brasil é publicada toda quarta-feira no site EPCC.



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