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Produções brasileiras em foco: Netflix revela projetos para 2026 e exalta cooperação com independentes

  • Foto do escritor: Maria Luiza de Paiva Cruz
    Maria Luiza de Paiva Cruz
  • 18 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

A Netflix apresentou, em São Paulo, durante o evento “Feito Aqui”, um conjunto ampliado de produções brasileiras previstas para 2026, reafirmando o Brasil como um dos mercados estratégicos da plataforma e destacando a centralidade da parceria com o setor audiovisual independente. A iniciativa foi apresentada como parte de uma política contínua de investimento em conteúdo local, com foco tanto em produções originais quanto no licenciamento de obras nacionais já consagradas, contribuindo para a circulação e a valorização do audiovisual brasileiro dentro do catálogo global da empresa. Representantes da plataforma ressaltaram que a colaboração com produtoras independentes é um elemento estruturante desse modelo, permitindo diversidade estética, temática e regional nas produções.


O pacote anunciado inclui séries de ficção, filmes, realities e adaptações literárias, além de projetos já em desenvolvimento e títulos previamente divulgados, reforçando a variedade de formatos e gêneros. A empresa também destacou sua estratégia de licenciamento de filmes e séries nacionais premiados, informando que apenas em 2025 foram incorporados mais de 50 títulos brasileiros ao catálogo, com novas aquisições previstas para o ano seguinte. Segundo a Netflix, essa política busca fortalecer o ecossistema audiovisual local, ampliar a visibilidade das obras brasileiras e estimular a sustentabilidade econômica do setor.


O anúncio ocorre em um contexto de intenso debate sobre a regulação do streaming no Brasil, especialmente em torno de cotas de conteúdo nacional e mecanismos de financiamento da produção independente. Sem abordar diretamente os projetos de lei em tramitação, a empresa enfatizou sua atuação no país como evidência de compromisso com a produção brasileira, defendendo que seus investimentos já contribuem para o desenvolvimento do mercado. A apresentação reforça, assim, a disputa simbólica em torno do papel das plataformas globais no audiovisual nacional, entre iniciativas voluntárias de fomento e a defesa de instrumentos regulatórios estatais para garantir equilíbrio e diversidade no setor.



 
 
 

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