Reinauguração da Casa de Euclides da Cunha em Cantagalo, região serrana do RJ
- Larissa Gama Louback
- 24 de mai. de 2023
- 2 min de leitura
A Fundação de Artes do Rio de Janeiro (FUNARJ) junto à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, anunciam que, no dia 16 de junho às 19hrs, a Casa de Euclides da Cunha será reinaugurada. A Casa fica localizada no município de Cantagalo, região serrana do Rio de Janeiro, na rua Maria Zulmira, e é o único centro cultural da cidade.
A Casa foi criada em 1965 e se destinava a materializar a história e memória do escritor cantagalense Euclides da Cunha, um nome muito importante na literatura brasileira. Infelizmente, a Casa estava fechada há mais de 10 anos.
Além do acervo sobre a vida e obra do escritor, e também a primeira edição de "Os Sertões" e "Contrastes e Confrontos", a Casa também abriga o encéfalo de Euclides.
Euclides da Cunha, escritor que está entre os maiores da literatura brasileira, nasceu em Cantagalo, no Estado do Rio, em 20 de janeiro de 1866. Formado pela Escola Superior de Guerra em 1890, bacharelou-se em Matemáticas, Ciências Físicas e Naturais.
Ingressou na Superintendência de Obras do Estado de São Paulo como engenheiro. As frequentes viagens permitiram que ele se dedicasse cada vez mais à leitura, usando seu tempo disponível para estudar sobre o Brasil.
Em 14 de março de 1897 publicou no jornal O Estado de São Paulo um artigo intitulado A nossa Vendéia, no qual se opunha à resistência dos sertanejos seguidores de Antônio Conselheiro. Após esta publicação, Euclides foi designado como correspondente do jornal para acompanhar a Guerra de Canudos, no interior da Bahia. A cobertura jornalística deste momento histórico deu origem à sua célebre obra Os Sertões.
Publicado em 1902, Os Sertões, obra de grande valor histórico e literário, se vale da ciência para examinar, sob os mais variados aspectos, a conformação do território brasileiro, o meio ambiente, a formação histórica do povo brasileiro e seus conflitos sociais. Publicou também Contrastes e Confrontos (1907); Peru versus Bolívia(1907); Castro Alves e seu tempo (1907); e À margem da História (1909). As ideias contidas nas obras de Euclides da Cunha vêm influenciando, ao longo dos anos, pesquisas e debates sobre problemas brasileiros.
Em 18 de dezembro de 1906 tomou posse na Academia Brasileira de Letras como ocupante da cadeira número 7.
Nos últimos anos de sua vida, Euclides da Cunha desenvolveu importante trabalho para o Itamaraty, ao traçar os mapas do extremo sul e norte do Brasil e venceu o concurso de Lógica para o Colégio Pedro II, onde ministrou poucas aulas.
Morreu tragicamente em 15 de agosto de 1909, no Rio de Janeiro.

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