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Streaming cresce no Brasil enquanto TV por assinatura enfrenta queda histórica

  • Foto do escritor: Maria Luiza de Paiva Cruz
    Maria Luiza de Paiva Cruz
  • há 1 dia
  • 1 min de leitura

O consumo de plataformas de streaming de vídeo continua avançando no Brasil, enquanto a TV por assinatura tradicional enfrenta uma queda estrutural. Dados da PNAD Contínua, do IBGE, indicam que os serviços de streaming estavam presentes em 33,4 milhões de domicílios brasileiros em 2025, representando 44,4% das casas com televisão.


Em contrapartida, a TV por assinatura estava presente em 23,5% dos domicílios, cerca de 18,3 milhões de lares. A redução acompanha uma mudança no comportamento do público, que tem substituído modelos tradicionais de distribuição por serviços oferecidos pela internet, impulsionados pela flexibilidade e pela oferta de conteúdos sob demanda.


Entre os principais motivos para a queda da TV paga estão a falta de interesse na programação disponibilizada pelas operadoras e o preço dos pacotes. Como resposta, empresas do setor têm investido em novos formatos, como a TV linear via streaming e os canais FAST (Free Ad-Supported Television), que combinam programação ao vivo, conteúdo sob demanda e financiamento por publicidade.


O cenário evidencia uma transformação no mercado audiovisual brasileiro, marcado pela convergência entre televisão e internet. Apesar do crescimento do streaming, os dados também apontam desigualdades de acesso, já que os domicílios com assinatura de plataformas digitais possuem, em média, maior renda. A mudança indica uma reorganização das formas de consumo de conteúdo e dos modelos tradicionais de distribuição audiovisual.



 
 
 

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