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Mídia no Brasil: TV aberta ou internet na Copa do Mundo e nas eleições?

  • Foto do escritor: Eula D.T.Cabral
    Eula D.T.Cabral
  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

Estamos em meio à Copa do Mundo. Milhares de pessoas estão ligadas nos jogos, seja pela TV aberta, TV por assinatura, pelo rádio ou pela internet. Daqui a pouco estaremos em meio às eleições para escolher os próximos representantes políticos do povo brasileiro no Executivo e no Legislativo. E todos os candidatos usarão os meios de comunicação para alcançar as pessoas em todos os lugares.


E isso não é à toa. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua sobre Acesso à internet e à televisão e posse de telefone móvel celular para uso pessoal em 2024 (IBGE, 2025) constatou que 94,3% dos domicílios particulares permanentes do país têm televisão; 88%, TV aberta; 42,1%, serviço pago de streaming; e 25,2%, TV por assinatura. O telefone móvel celular está em 96,7% dos domicílios e o fixo convencional, em 9,5% dos lares. Já a internet, em 93,6%, sendo que o acesso no celular chega a 98,8%.

O estudo global do Ibope verificou as preferências dos consumidores em relação ao consumo de mídia digital na Copa do Mundo e identificou que os vídeos curtos e as redes sociais vêm conquistando as pessoas. Paulo Carvalho (2026), ao trazer dados sobre comparação da audiência entre Globo, SBT e TV Cazé durante a Copa do Mundo, detectou que as metodologias diferenciadas trazem reflexões importantes sobre como as pessoas estão antenadas nos jogos da Copa. Elas estão acompanhando e torcendo pela seleção brasileira seja na TV aberta ou na internet.


Mas, não podemos esquecer que a maioria dos televisores também estão conectados à internet. E a tão sonhada TV 3.0 vem se tornando realidade em todo mundo e com seus diferenciais que não podemos ignorar. E, no caso do Brasil, de acordo com o Ministério das Comunicações, o sinal experimental da TV 3.0 já chegou no Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal e já pode ser acessado por mais de 21 milhões de pessoas dessas regiões, que já têm o seu aparelho de conexão que dá acesso a tão sonhada TV interativa com sinal gratuito.


TV aberta ou internet ou as duas em um só lugar? Isso não é mais problema. O fato é que, de acordo com o Datafolha, a maioria dos brasileiros já se informa sobre política por programas de TV e redes sociais. Assinalou que a televisão é o meio de comunicação preferido dos eleitores de Lula e as plataformas digitais, dos bolsonaristas. Algo que precisa está no registro do TSE para que a desinformação não seja disseminada sem controle, como o foi nas eleições anteriores.


Outra questão que precisa ficar no radar é que a TV aberta é ainda o meio predileto do brasileiro. Algo que Silvini (2026) chamou atenção em sua matéria sobre a entrada de uma nova rede de TV aberta que vem sendo organizada pela CNN Brasil que, durante seis anos, estava atuando apenas como TV assinatura no país. Como percebeu que poderia crescer e ganhar mais audiência, começou a fazer contratos de afiliação com emissoras locais e regionais no Sul e no Sudeste e pretende entrar em operação durante as eleições de 2026. Caso não consiga, entrará no ar, como um grupo de comunicação, até início do ano de 2027.

TV aberta ou internet. Meios de comunicação que são consumidos pelos brasileiros e que precisam democráticos. Como apontam Eula Cabral e Adilson Cabral Filho (2024), o direito e a democratização dos meios de comunicação são temas urgentes e que necessitam da atenção de todo(a)s. Cabe a cada um de nós não abrir mão de nossa cidadania, democracia e soberania nacional!



Autora: Eula D.T. Cabral  

Doutora e Mestre, com pós-doutorado, em Comunicação Social.  

Dentre suas obras, destacam-se: o livro Concentração da mídia no Brasil: radiodifusão e telecomunicações (2023) - A obra pode ser adquirida a partir do email midianobrasil24@gmail.com - e o projeto de pesquisa  Cultura, Comunicação e Informação na era digital (2025). 

 
 
 

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