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Discurso antivacina contribui para surto de sarampo nos EUA e preocupa especialistas no Brasil

Foto do escritor: Danielle Fernandes Rodrigues Furlani
Danielle Fernandes Rodrigues Furlani
21 de out.
1 min de leitura

Os Estados Unidos enfrentam o pior surto de sarampo em mais de três décadas, com mais de 4,4 mil casos e três mortes em 2026. Segundo especialistas brasileiros, o avanço da doença está relacionado ao discurso antivacinação do governo Donald Trump e a mudanças recentes nas recomendações de imunização. Entre os infectados nos EUA, 98% não estavam totalmente vacinados.


No Brasil, foram registrados 61 casos neste ano, a maioria de origem importada. Embora o país mantenha a certificação de área livre de sarampo, o aumento de casos nas Américas, que já ultrapassam 56 mil, com pelo menos 80 mortes, representa uma ameaça. A cobertura vacinal brasileira melhorou desde 2024, após ações coordenadas entre o Ministério da Saúde, estados e municípios.


Em agosto, o governo americano reduziu de 17 para 11 o número de vacinas recomendadas para todas as crianças e determinou a separação da tríplice viral em três imunizantes. Segundo o diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, Juarez Cunha, as mudanças não têm respaldo científico e prejudicam a confiança da população nas vacinas. A associação entre imunizantes e autismo, mencionada por Trump, já foi descartada por estudos científicos.


Especialistas alertam que a desinformação também influencia brasileiros. Há relatos de pais que recusam a vacina contra hepatite B ao nascer, após mudanças nas recomendações americanas. Para conter o sarampo, é necessário manter cobertura vacinal de 95%, além de reforçar a vigilância, o isolamento de casos suspeitos, o monitoramento de contatos e a vacinação de bloqueio. A doença pode causar mortes e complicações graves, sobretudo entre populações vulneráveis.


 
 
 

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